Alô rapaziada
da RadioDJ!
Na coluna Radio Notícias estamos sempre procurando
falar sobre assuntos atuais e do passado do rádio, o meio de comunicação
mais popular do Planeta.
E já que o assunto atual é a segmentação das emissoras, uma
das grandes "sacadas" das rádios na net é justamente essa segmentação. A
própria RadioDJ com uma programação dance, e outros que se espalham pelo
mundo, tem essa particularidade. Isso torna a vida do ouvinte muito mais
fácil, coisa que é bem diferente no dial "normal" das emissoras do Brasil,
principalmente em São Paulo.
Temos muitas rádios, mas muito poucas com uma programação
definida, buscando determinado público. Com a popularização das FMs nos
anos 90, os gêneros musicais mais variados começaram a invadir as rádios,
fazendo com que hoje em dia, as emissoras chamadas de "populares", que tocam
sertanejo, pagode, axé ou qualquer novo modismo, ocupem os primeiros lugares
das pesquisas em qualquer lugar do País.
Vivemos num país que está numa crise econômica constante
e justamente essa é a desculpa que algumas rádios dão ao explicar mudanças
em seus estilos: a busca pelo faturamento para sobreviver. Mas será que
na América as grandes corporações, proprietárias das principais rádios de
lá, perdem dinheiro, ou melhor, deixam de ganhar? Claro que não, numa grande
cidade americana como Nova Iorque por exemplo, você tem desde as rádios
religiosas, até rádios rap, rock, r&b, dance, flashback, e sempre priorizando
a melhor seleção dos ouvintes e dos anunciantes também.
Em meados dos anos 80, com o grande estouro das FMs em São
Paulo, tinhamos um dial mais selecionado, com rádios altamente segmentadas,
algo que nos deixava mais próximos da modernidade. A Pool FM numa "praia"
mais dance, a Band era mais black, a Pan, pop, e por aí ia...
É por isso é que eu digo: bons tempos eram aqueles, mas ainda
melhor, bem vindas as rádios da net que nos dão essa alternativa de escolha
sem misturas, que nem sempre agradam a todos. Não sou contra nenhum estilo
musical, ou nem fazendo aqui críticas a essa ou aquela rádio, mas só colocando
que não se pode deixar a qualidade de lado em se tratando de música, somente
por interesses de grana...
Com certeza as radios da net não vão "matar" as rádios convencionais,
mas acho que vão deixar muita gente pensando em formular melhor suas emissoras.
Na próxima a gente fala sobre os profissionais das rádios
brasileiras nos dias de hoje e como está o mercado para esses profissionais.
Grande Abraço,
Ruy Balla
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