Meu nome é
Diego Briganti, trabalho como DJ há mais de 13 anos. Tenho 26 anos
de idade e sempre tive a música como guia em minha vida. Recordo
minhas fases pelas músicas. Quantas pessoas não fazem isto?
Quantas pessoas não sabem em que ano conheceram aquela pessoa, viveram
aquele momento especial sendo feliz ou triste? Com certeza sabemos a música
que ele(a) mais gosta, a música que estava tocando naquela noite...
Este é o meu papel: fazer com que as pessoas aproveitem
ao máximo sua diversão. Fornecer a matéria prima para
que as pessoas construam seus momentos. Cantar, pular, dançar, viajar
através de um dos sentidos: a audição. Seria este o
mais forte e audacioso dos sentidos? Com certeza é um dos mais importantes
para nós, fabricantes de lembranças e arrepios nas pistas
de danças de todo o mundo: o DJ.
A profissão de DJ está hoje mais conhecida e difundida.
Num passado recente era incomum, senão excêntrico ser DJ. Era
uma profissão carregada de preconceito onde o trabalho era menosprezado
e pouco reconhecido profissional e financeiramente. Hoje, o campo de possibilidades
profissionais aumentou assim como o número de novos DJs.
Ser DJ aparenta ser uma atividade tranqüila e alegre, decorrente
da satisfação de estarmos num ambiente de vários sonhos
e egos. As pessoas que se encontram nos estabelecimentos que trabalhamos
interagem conosco como uma válvula de escape em direção
a felicidade, diversão, fantasias, esquecendo sadiamente o cotidiano
e as tensões do dia-a-dia.
Infelizmente temos o lado de não sermos reconhecidos.
Podemos dizer que atualmente o trabalho de pessoas que prestam serviços,
de modo geral, está muito desvalorizado. Há uma legislação
arcaica que não respeita a importância e responsabilidade de
nosso serviço.
Fazem parte da noite o "promoter", crítico
musical, cenografo, dentre outros. Estar sempre bem informado e humorado,
saber o mínimo de técnicas para criar mixagens. Um trabalho
que não se dá apenas no momento da festa ou evento, mas sim,
durante todos os dias de todos os meses. O DJ não se reduz ao instante
de apresentação.
O DJ é personagem importante deste cenário, esquece sua vida
e incorpora o personagem em todos os segundos do show. O "feeling"
que se confunde com talento circula à flor da pele. Ver a satisfação
e alegria das pessoas não tem pagamento, principalmente no momento
atual de mundo que vivemos. Infelizmente existe um alto preço que
estamos pagando: o do não reconhecimento pelo nosso trabalho, devido
principalmente a desunião da classe dos DJ's e a falta de conhecimento
do público em geral sobre nosso trabalho.
Com tantas ramificações particulares do exercício
da profissão, a vida de DJ é delicada, já que sacrificamos
nossa saúde (os horários de sono e alimentação
são alterados) para construirmos nosso objetivo que é o da
criação da magia do entretenimento. Dormimos quase ao amanhecer
e temos que acordar cedo para resolvermos os assuntos de todas as ordens,
tais como técnicos, reuniões, compras de materiais e equipamentos,
assuntos que só podem ser resolvidos durante o dia.
A RadioDJ é um novo canal aberto entre os consumidores,
curiosos, admiradores e profissionais do ramo que articularão uma
nova visão do trabalho de DJ. Esperamos que esta abertura possibilite
trocas continuas de informações e comunicações
entre todos os profissionais da área em direção a conscientização
de uma classe profissional. Sempre inovando, marcando um espaço de
contato para todos os que se interessarem pelo serviço dos "fazedores"
de lembranças, arrepios, pernas cansadas, suores e sensações
das pistas de todo o mundo.
Usem mais deste canal, sempre. Sejam bem-vindos, welcome!
Diego Briganti |