Há algum
tempo não se ouvia tanta música eletrônica fora das
capitais. Alíás, não só música eletrônica.
Quaisquer tipos de som que não fossem considerados populares faziam
sucesso, quando faziam, somente no eixo das grandes cidades.
O que muitos previam, entretanto, já está acontecendo.
Como prova da afirmação de que a música se transformou
em uma das principais ferramentas de marketing das grandes empresas e meios
de comunicação de massa, as batidas da e-music chegam às
cidades interioranas com muita força e criam, além de empregos
diretos e indiretos, uma legião de fãs que cresce rapidamente,
no mesmo ritmo eletrônico que as fazem dançar durante horas.
Novas casas noturnas, eventos para grande público,
maior vendagem de CDs e crescimento exponencial das pequenas cidades; poucos
exemplos que nos fazem acreditar em uma grande megalópole eletrônica
que está sendo criada, unindo a rápida absorção
de novas informações das grandes cidades ao interior dos estados
num só compasso. Antigamente, para uma música lançada
na capital fazer sucesso a duzentos quilômetros de distância
demoravam meses.
Encontrar
um bom DJ da capital trabalhando tão longe era muito difícil.
Hoje, com os investimentos feitos nos pequenos municípios e a evolução
da mídia eletrônica, tudo ficou muito rápido. O fato
interessante é que, como numa grande megalópole, o público
alvo é o mesmo. O grupo de pessoas que freqüenta casas noturnas
da capital agora também se locomove em direção ao interior
a procura de diversão. Quem, por um momento, achou que a Ministry
of Sound realizaria seu primeiro evento no Brasil fora de uma capital? E
o que dizer sobre as raves, com os melhores DJs do estilo no Brasil, organizadas
para milhares de pessoas em pequenas cidades ?
Um
bom exemplo disso tudo é a mega festa Luna Loca, em sua quarta edição,
que será realizada no dia 21 de Dezembro em São José
do Rio Pardo, cidade ainda pouco conhecida no interior do estado de São
Paulo. Para se ter uma idéia, serão mais de 5000 pessoas reunidas
em um ginásio poliesportivo, estruturado especialmente para o evento,
dançando em uma pista de acrílico montada sobre boa parte
da estrutura de iluminação. DJs e performances de dança
e percussão completarão o evento, digno de uma boa promoção
na capital.
Na época em que música eletrônica no
interior era como um ser extraterreno, quem diria que chegaríamos
a esse ponto? São concorrentes, que há pouco não existiam,
e agora provocam o pavor da decadência naqueles que exploram os jovens
com a chata "mesmice", como no caso da Vila Olímpia, em
São Paulo.
O mercado agradece! Quanto maior a quantidade de opções,
melhor. Bom para quem trabalha e para os que se divertem.
Um abraço,
DJ Willian D'Lucci |