Ninguém
conhece João Frederico Sciotti, que nasceu em 17 de Julho de 1966,
mas o Derico do programa do Jô, todo mundo já ouviu falar.
Profissional desde os 11 anos, Derico começou seus
estudos de flauta aos 5 anos de idade. Hoje toca saxofone, guitarra, contrabaixo,
violão, bateria e piano.
Revelando sua versatilidade, além de músico,
passou a atuar também como "Assessor para Assuntos Aleatórios",
participando e ajudando Jô Soares nas mais diversas e inusitadas situações
criadas dentro do programa.
Hoje Derico é um dos mais conhecidos músicos
brasileiros, já gravou seis CDs, lançou 2 livros e comanda
um programa de rádio diário, o "Por do Som" na Modelo
FM 88,7 Mhz, em Indaiatuba, interior de São Paulo.
Casado e pai de dois filhos, Derico respondeu nossas perguntas
sobre música eletrônica, novas tecnologias e sua carreira de
músico consagrado:
01) Você acompanha a evolução
tecnológica que está facilitando a composição
e produção de músicas?
Sim, mesmo porque faz parte do meu trabalho. Além de músico,
sou produtor fonográfico. Uso instrumentos midi (sax Yamaha WX-5
com módulo Yamaha VL-70m), além de equipamentos de última
geração em shows e gravações.
02)
Você já participou de alguma produção de música
eletrônica. Se interessa pelo gênero?
Na faculdade tive aulas de música eletrônica, mas não
é muito a minha praia. Como instrumentista e intérprete, prefiro
outros estilos.
03) Você tem estúdio?
Estou construindo um agora!
04)
Quais foram as maiores dificuldades que você já teve em sua
vida profissional? Como é a vida de um músico profissional
no Brasil?
Não é fácil. Tenho, graças a Deus, uma família
que me apóia muito. Sempre estudei muito, com grandes mestres, e
fiz uma faculdade que me enriqueceu demais! Mas, na estrada não é
mole não! Já toquei em tudo que foi biboca, na maioria das
vezes sem receber, tocava em 3 lugares diferentes todas as noites, de segunda
a segunda, acompanhando Deus e o mundo, mas valeu a pena! Aprendi muito.
Toquei em gafieira, casa de dança, puteiro, tudo! Em compensação,
toquei com orquestra, fui regido por Eleazar de Carvalho, Jamil Maluf, Ernest
Mahle, fiz recitais pelo Brasil inteiro, toquei música minimalista,
dodecafônica, experimental, dividi palcos com Itamar Assumpção,
Arrigo Barnabé, Hermeto Paschoal. Já fiz de tudo! Estudando
e se cercando de gente boa, não tem como dar errado!
05)
Qual é o estilo musical que você mais gosta?
Gosto de música boa. Sertanejo, caipira, bossa nova, jazz, blues,
rock, romântico, pop, tudo, mas tem que ser bom, senão não
dá! Ultimamente tenho dado muita atenção às
cantoras, Diana Kroll, Cassandra Wwilson, Dianne Schurr.
06) Você compõe em midi?
Não.
07) O que acha do MP3? Acredita que novos formatos
digitais incentivam a pirataria ou ajudam na divulgação?
Ajudam muito a divulgar, mas há de se ter uma fiscalização,
algum tipo de regra, para que não aconteçam abusos criminosos.
08) Dê suas dicas pra quem quer começar na carreira
de músico.
Estudar, e muito. Ouvir muito, e de tudo. Ter uma rotina de estudo, de audição,
para criar um estilo, uma meta. E se puder, aprender línguas estrangeiras,
isso é fundamental!
Entrevista para
Ronaldo Gasparian e Alex Hunt |