Recentemente, em Ibiza, aconteceu a edição de 2019 do International Music Summit, evento que mira na discussão holística do cenário da música eletrônica, incluindo áreas de negócios, mercado, cultura e educação.

Na ocasião, foi lançada a décima edição do IMS Business Report, que é, em suas próprias palavras, um “estudo anual da indústria da música eletrônica”.

O relatório é uma ferramenta poderosa que geralmente traz insights valiosos, números sobre a cadeia e estatísticas que fomentam novos caminhos para tomadores de decisão, players da indústria, jornalistas e pesquisadores.

Na edição de 2019, que basicamente traz números do ano anterior, alguns dos destaques ficaram por conta da “Dance / Electronic Music” em terceiro lugar entre os estilos mais populares do mundo, e da ascensão de DJs femininas nas escalações de festivais.

Abaixo, via Music Essentials, você confere 12 dos principais pontos que podemos tirar do IMS Business Report 2019:

  • Em 2018, tivemos aumento de quase 10% nas receitas geradas pela música em nível global. O resultado é puxado pelas plataformas de streaming e tem as Américas Latina e do Norte com os maiores crescimentos.
  • Em relação a 2017, 2018 veio com queda no share da Dance Music nos EUA e Reino Unido, mas com resultados positivos em países como Alemanha e Canadá.
  • Uma pesquisa da IFPI ranqueou a música dance/eletrônica como o terceiro gênero musical mais popular do mundo, atrás de pop e rock, com 32% das pessoas dizendo que escutam o estilo com certa frequência. Em termos globais, isso pode significar mais de 1 bilhão de ouvintes.
  • A indústria de videogames vale 7 vezes mais que a indústria musical, e representa uma grande oportunidade para DJs e artistas, como mostram recentes colaborações: GTA com Dixon, Fornite com Marshmello, Secret Lab com deadmau5.
  • Pesquisa da Forbes mostra que os ganhos dos DJs mais bem pagos caíram significativamente em 2018, com os números mais baixos para o Top 10 desde 2013.
  • As DJs de Techno dominaram o circuito de festivais no ano passado, com Nina Kraviz, por exemplo, tocando duas vezes mais que o The Killers, banda líder nesse tipo de estatística. Nina, Amelie Lens e Charlotte de Witte também viram sua base de fãs crescer substantivamente ao longo do ano em plataformas como Instagram, YouTube e Spotify.
  • Já a Pitchfork soltou análise que mostra que apenas 19% dos lineups de festivais de 2018 eram compostos por mulheres (sejam artistas solo ou bandas). Com isso, mais de 100 eventos ao redor do mundo já assinaram compromisso com a iniciativa Keychance, com o objetivo de escalar 50% de artistas femininas até 2022.
  • 73% de artistas independentes da indústria da música sofreram experiências ligadas à má qualidade de saúde mental, com 33% tendo ataques de pânico, diz dados da Record Union. As causas incluem medo de falhar, instabilidade financeira e pressão pelo sucesso.
  • A queda na quantidade de clubes noturnos está acelerada, com lugares famosos ao redor do mundo fechando suas portas nos últimos meses. No Reino Unido, em 2018, o número de nightclubs caiu 21%.
  • SoundCloud, Beatport e Apple Music tiveram crescimento nos últimos anos, tanto em clientes quanto em receita. Enquanto isso, a Mixmag resolveu diversificar e, agora, a versão impressa revista representa apenas 10% de seus negócios.
  • Cercle, iniciativa de apresentações ao vivo por streaming em vários lugares do planeta, somou mais de 135 milhões de views no YouTube desde seu lançamento, em abril de 2016.
  • O valor geral da indústria de música eletrônica caiu 1% em 2018/19: 7,2 bilhões de dólares. O período, no entanto, viu crescimento no que se refere a gravações de música, festivais, hardware e softwares, com quedas nos valores dos clubes e nas receitas de DJs e artistas.

Para acessar o relatório completo da IMS, clique aqui.