Nesta quarta-feira (03), foi oficializado em Brasília a criação da Frente Parlamentar Suprapartidária em Defesa da Indústria da Música. Batizada de Fremúsica, a frente foi criada após a assinatura de 226 deputados de 26 partidos.

O interesse da frente estará ligado à economia do setor e não questões culturais. Segundo o presidente da Associação Nacional da Indústria da Música (Anafima) e do Conselho da Frente Parlamentar, a ideia é trabalhar a música como um “ativo”.

“A cultura já tem sua frente parlamentar. Nós queremos trabalhar a pauta da música a partir de sua atividade econômica. Vamos atuar para reduzir a burocracia e aumentar os shows no País, facilitar importação de equipamentos, a redução de impostos para streaming”, disse Neves.

Caso isso aconteça, a desburocratização poderá ajudar músicos comprar equipamentos e instrumentos com mais facilidade no exterior, além da chance do país poder trazer mais eventos e festivais musicais, como o Tomorrowland e Ultra, que aconteceram por alguns anos mas nunca retornaram.

As pautas da frente devem incluir ainda o apoio à fabricação de instrumentos, som profissional e automotivo, proteção do direito autoral para compositores, incentivo à prática musical e o desenvolvimento de políticas nacionais para expansão das “cidades da música” no Brasil.