Nesta segunda-feira, 06, uma notícia surgida a partir da movimentação do mercado financeiro japonês acendeu um sinal de alerta na comunidade de música eletrônica.

Por conta de relatórios do Nikkei Business, sites especializados chegaram a divulgar que a Pioneer, gigante do segmento, sairia do ramo de equipamentos para DJs, o que gerou diferentes interpretações e algumas conclusões precipitadas.

A confusão se dá por conta da seguinte divisão: apesar do nome, Pioneer e Pioneer DJ são empresas diferentes – porém, a primeira é dona de 15% da segunda. Os outros 85% da Pioneer DJ são do grupo de investimento asiático KKR.

A Pioneer, segundo informações recentes, não vai bem das pernas, tendo dispensado supostamente mais de três mil funcionários. Diante da crise, juntamente com a KKR, estaria planejando a venda completa da Pioneer DJ. Estima-se que as ofertas já chegam a 500 milhões de dólares.

Levando em consideração que a Pioneer DJ tem uma fatia absurda do mercado de CDJs, mixers e produtos similares, entre 60 e 70%, é improvável que os futuros compradores da empresa – caso todas essas especulações se confirmem – abandonem a produção dos equipamentos.

Até porque, como aponta o Resident Advisor, somente em abril, a Pioneer DJ lançou novidades como o sequenciador SQUID e a controladora DDJ-800.

O DJ e jornalista Phil Morse, do site Digital DJ Tips, esclarece bem a polêmica e resume: no final das contas, tudo são business.

Empresas são vendidas, compradas e mudam de donos a todo momento – é do jogo, e não significa que é o fim da Pioneer DJ. Teoricamente, não teria por que a empresa parar sua produção de equipamentos musicais, que são líderes globais de mercado.

Ou seja, para o usuário final, é bastante improvável que haja mudanças significativas. A Pioneer DJ, ao que tudo indica, está com seu futuro garantido, mesmo não tendo mais relações com a Pioneer Corporation.

Ficaremos de olho nessa movimentação nos próximos dias.